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OFICINAS

Valdeck de Garanhuns ministra oficinas de xilogravura, literatura de cordel, teatro de bonecos e escultura, em parceria com sua companheira e artista plástica Regina Drozina, mantendo cursos permanentes em seu atelier. Você pode ver alguns projetos de oficinas e entrar em contato com os artistas para maiores informações.

Contato para todas as oficinas:

Valdeck de Garanhuns e Regina Drozina
Fone/Fax:11 4667-6937
Cel.11 8349-9477
Email: valdeckgaranhun@uol.com.br


PROJETOS DE OFICINA.

- XILOGRAVURA E LITERATURA DE CORDEL.
- OFICINA DE CONFECÇÃO DE MINIATURAS DE BUMBA-MEU-BOI
- MANIPULAÇÃO, CRIAÇÃO DE PERSONAGENS, VOZ E IMPROVISO NO TEATRO DE BONECOS (MAMULENGOS)
- OFICINA DE CONTAÇÃO DE ESTÓRIAS

 

 




- XILOGRAVURA E LITERATURA DE CORDEL.

JUSTIFICATIVA:
“A Xilogravura é o processo de reprodução mais antigo que existe. E não se conhece tecnologia avançada para ela. Enquanto outros meios de impressão acompanham o desenvolvimento cientifico, a Xilogravura conserva a sua inocência bizantina. Enquanto a imprensa, por exemplo, divulga um universo veloz e calculista, a Xilogravura publica um mundo de sonho sem fins lucrativos.”
Xilogravar é entalhar, Gravar uma certa imagem na madeira, reproduzir no papel e se deslumbrar com a beleza da criação. Xilogravando, a gente relaxa, pensa, trabalha, e, acima de tudo, cria sob um processo regenerador que leva nossa alma para um encontro sublime com a paciência e o belo.
Por isso, nada mais justo, do que continuar repassando essa técnica milenar, para pessoas que queiram aprender a reproduzir suas idéias através da Xilogravura. Com isso, além de se preservar a técnica, com freqüência, se descobre talentos valorosos, que quando começam a produzir, contribuem vigorosamente para o nosso acervo artístico-cutural.
Junto com as Xilogravuras estaremos também produzindo folhetos de literatura de cordel onde os alunos irão escrever os versos e ilustrá-los com as xilos. A literatura de cordel fez um casamento perfeito com a Xilogravura. Há mais de cem anos estão juntas brindando o mundo com uma diversidade maravilhosa de imagens e histórias.
Dessa oficina surgirão folhetos e gravuras para o enriquecimento do acervo, para a preservação da cultura e para ratificar a presença do nordestino em São Paulo, terra de coração aberto para todos os povos.

OBJETIVO GERAL:
Preservar, divulgar, e repassar, a Xilogravura e a Literatura de Cordel com o intuito de formar platéia, descobrir valores, e ratificar o conceito de que fazer arte relaxa e tira as tensões, revigora a alma e desenvolve a mente.


OBJETIVOS ESPECIFICOS:
• Fomentar o gosto pela Xilogravura e a Literatura de Cordel;
• Xilogravar e escrever motivos brasileiros, principalmente que retratem a migração nordestina para São Paulo e sua miscigenação cultural.


CONTEÚDO:
• Origem e história.
• A Xilogravura e a Literatura de Cordel.
• A Xilogravura e os rótulos de remédio, cachaça, vinagre, etc.
• Madeiras para xilogravar.
•As ferramentas.
•Os papeis para reprodução.
•A qualidade de tinta.
•Limpeza e manutenção das pranchas e tacos.
•Criação, entalhe e cópias.
•Criação de versos e confecção de folhetos


CARGA HORÁRIA:


1ªOPÇÃO: SUPER INTENSIVO – Vinte e quatro horas divididas em três dias com oito horas diárias. (ideal para treinamento de professores que querem aprender a técnica para trabalhar  com crianças e adolescentes, usando inclusive outros materiais como isopor etc...)

2ª OPÇÂO: INTENSIVO – Quarenta horas divididas em cinco dias com oito horas diárias. (ideal também para treinamento de professores que tenham mais disponibilidade e, para qualquer pessoa que deseje se aprofundar mais na técnica)

3ª OPÇÃO: COMPLETO – Noventa e seis horas divididas em seis meses com encontros semanais de quatro horas cada.

PÚBLICO ALVO:
Pessoas com mais de doze anos de idade e que tenham ou não ligação com a xilo e o cordel.
A turma deve ter no máximo dez pessoas para que o facilitador e sua assistente possam atender a todos com qualidade e o aproveitamento seja total.


 MATERIAL E FERRAMENTAS NECESSÁRIOS:
• 10 jogos de ferramentas para xilo (com no mínimo seis peças).
• 3 rolos de borracha para impressão (um pequeno, um médio e um grande).
• 1 pedaço de vidro com 5 mm de espessura e 30 X 40 de tamanho.
• 1 cx de lápis 6B.
• 1 cx de borracha para apagar.
• 20 folhas de lixa para madeira: 10 fls nº 180e 10 fls nº 220.
• 6 litros de querosene.
• 5 pacotes de estopa.
• 1 tábua de pinho com 30 cm de largura e 5 m de comprimento.
• 50 fls de papel canson gramatura 120, 69X96.
• 1 resma de papel sulfite tamanho oficio.
• 1 Kg de tinta preta para tipografia

Obs. As ferramentas são sempre as mesmas, mas, o material pode diminuir de acordo com a carga horária.

AVALIAÇÃO: Através de conversas constates durante a oficina e exposição dos resultados ao final dos trabalhos

FACILITADORES:
Valdeck de Garanhuns e Regina Drozina

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- OFICINA DE CONFECÇÃO DE MINIATURAS DE BUMBA-MEU-BOI


JUSTIFICATIVA:
Nessa oficina, crianças não muito pequenas, e adultos, vivenciam juntos, uma experiência maravilhosa participando do processo de criação e confecção de miniaturas de bumba-meu-boi. Os boizinhos são feitos de isopor e enfeitados com papel, tecido, fitas, lantejoulas,  etc.
Durante o trabalho as pessoas desenvolvem habilidade manual exercitando o cognitivo, o emocional e o afetivo, num processo de terapia ocupacional, individual e coletivo. Para isso, os facilitadores trabalham num clima de muita alegria e descontração proporcionando aos brincantes uma inter-relação agradável e lúdica.
A oficina será ministrada, tendo como base de inspiração, o Bumba-meu-boi do Maranhão e de Pernambuco pela sua autenticidade e beleza plástica. 

OBJETIVO:
Confeccionar miniaturas de bumba-meu-boi, visando proporcionar aos participantes, lazer, diversão, e a possibilidade de um pequeno ofício, despertando o gosto e o interesse  pelo conhecimento desse extraordinário folguedo nacional.

CONTEÚDO:
- O folguedo do Bumba-meu-boi.
- O artesanato como possibilidade de renda familiar.

PÚBICLO ALVO:
- Qualquer pessoa da comunidade apartir dos cinco anos de idade
- As turmas devem ter no máximo quinze pessoas para que o trabalho tenha um rendimento compatível com os objetivos.

Nota: As crianças não pegam em ferramentas cortantes. As miniaturas são entregues já cortadas, começando o processo de confecção apartir do lixamento.

CARGA HORÁRIA:
Para cada turma, temos uma carga horária mínima de duas horas para a confecção de um boizinho bem simples e máxima de oito horas para a realização de um trabalho mais elaborado.

MODO DE TRABALHO:
A oficina é toda prática, porém durante todo o processo de trabalho os monitores irão administrando a parte teórica através de ampla conversa informal.
A oficina será sempre ministrada pelo Mestre Valdeck de Garanhuns e/ou Regina Drozina que é sua esposa e assistente.

LISTA DE MATERIAL PARA CADA OFICINA
- 04 placas de isopor de 1 mt. por 10 cm. de largura ( pode ser em outra medida contanto que tenha no mínimo 10 cm. de largura )
- 05 mt. de tecido ( chita, chitão, viscose, algodão ) sendo cada metro em cores e estampas variadas.
- Estiletes tipo faca olfa ( 01 por pessoa )
- 02 kg. de cola branca.
- Pistolas de cola quente pequenas ( 01 por pessoa )
- 01 kg. de bastões de cola quente.
- 10 pacotinhos de 10mt. de fita de cetim fina, sendo um pacote de cada cor diferente.
- 05  pacotinhos  de 10mt. X 01cm. de largura, nas cores, vermelho, azul,verde, laranja e amarelo.
- 10 mt de ponto russo (fitas bordadas) variado.
- 03 mt. de arame médio.
- 10 cartelas de alfinetes com cabeças coloridas.
- 10 pacotinhos de lantejoulas em 10 cores diferentes.
- Pincéis nº 16 para passar cola ( 01 por pessoa)
- 02 rolos de fita crepe fina.
- 05 fls de lixa para madeira nº 220

FERRAMENTAS:
- 02 alicates de corte.
- 02 alicates de bico.
- Tesouras médias (uma por pessoa)

AVALIAÇÃO:
Será feita através da opinião dos participantes e apresentação dos resultados.

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- MANIPULAÇÃO, CRIAÇÃO DE PERSONAGENS, VOZ E IMPROVISO NO TEATRO DE BONECOS (MAMULENGOS)


JUSTIFICATIVA:
O Boneco é tão antigo quanto o próprio ser humano. Sempre foi objeto de brincadeiras para crianças e adultos. É um elemento plástico, lúdico, que vem atravessando os séculos nas mãos dos artesãos, nos braços das crianças, no contexto dos artistas e na alma do povo.
O boneco em si é um ser estático, mas que pode ganhar nome, personalidade, vida. Tudo depende do seu dono, de quem o manipula, de quem brinca com ele. Um boneco na mão de um artista, pode ter alma, a alma do próprio artista que lhe dá a vida.

O boneco fala, canta, dança, representa o real e o imaginário. Imita a vida e alimenta a fantasia. É uma força na educação e integrante de quase todas as culturas. Faz parte do cotidiano de muitas pessoas que usam-no como agente facilitador das mudanças comportamentais. Mas, para isso, deve estar inserido em algum contexto, e, do ponto de vista artístico, deve ser apresentado com dinamismo e criatividade.


OBJETIVOS:
• Criar e manipular personagens dentro de um contexto teatral e educativo
• Dar voz e vida às personagens
• Criar textos de improviso
• Conhecer o Teatro de Mamulengos
• Manipular bonecos e objetos

OS PERÍODOS, SEUS ASSUNTOS E O MODO DE  TRABALHAR

1º PERÍODO:
a – Assuntos:
• O que é Teatro de Mamulengos
• O que é um títere
• Todo objeto pode ser um títere
• As mãos e a voz
• Na manipulação está a vida do títere
• As luvas, e outras técnicas de manipulação
• A música e a dança
b – Modo de trabalhar:
• Palestra com debate
• Exercícios práticos com as mãos
• Manipulação de objetos


2º PERÍODO:
a – Assuntos:
• Como criar um personagem, dando-lhe voz e vida
• Recursos para a criação de vozes
• Os recursos da música e da dança
• A importância do improviso
b – Modo de trabalhar:
• Palestra com debate
• Exercícios com mãos e voz
• Exercícios com instrumentos musicais
• Manipulação de objetos


3º PERÍODO:
a – Assuntos:
• A música e a dança no Teatro de Mamulengo
• O  improviso como libertação para o artista
b – Modo de trabalhar:
• Exercícios com  o corpo inteiro
• Exercícios de dança
• Exercícios com instrumentos musicais


4º PERÍODO:
a – Assuntos:
• A criação de histórias
• Escrever e improvisar
• A importância do público
• Recursos encontrados na Cultura Popular
b – Modo de trabalhar:
• Divisão dos participantes em grupos menores
• Exercícios de mãos e voz
• Exercícios com instrumentos musicais
• Manipulação de objetos e bonecos


5º PERÍODO:
a – Assuntos:
• A criação de histórias
• Enredos educativos
• Apresentação dos resultados
• Avaliação

b – Modo de trabalhar:
• Divisão dos participantes em grupos menores
• Exercícios utilizando todo conhecimento adquirido
• Apresentação dos resultados
• Avaliação através da análise dos resultados feita pelo facilitador e os participantes

CARGA HORÁRIA:

1ª OPÇÂO: INTENSIVO - Vinte e quatro horas, divididas em três dias com oito horas diárias.
2ª OPÇÃO: NORMAL – Quarenta horas, divididas em cinco dias com oito horas diárias

PUBLICO ALVO
Estudantes, professores e demais pessoas interessadas no teatro de bonecos.

COMO AVALIAREMOS
• Ao final de cada período com um debate entre o facilitador e os participantes.
• Quando encerrar a oficina, através da apresentação dos resultados e opinião de todos.

FONTES DE PESQUISA
SANTOS, Fernando Augusto Gonçalves: Mamulengo Um Povo em Forma de Bonecos – Edição FUNARTE – Rio de Janeiro – 1979
BORBA, Filho Hermilo: Fisionomia e Espírito do Mamulengo – companhia Editora Nacional (brasiliana)
CASCUDO, Luiz da Câmara: Dicionário do Folclore Brasileiro – Editora Tecnoprint S.A. – Rio de Janeiro
• Coleção de revistas MAMULENGO
• Folhetos da Literatura de Cordel
• Os Poetas Repentistas
• A música e a dança popular
• O Teatro de Mamulengos

ESCLARECIMENTO CONCLUSIVO
Nossa oficina será ministrada com base na estrutura física e dramática do Teatro de Mamulengos que entre outros detalhes, é improvisado, tem personagens fixos, tem música ao vivo, e é uma das mais belas formas de Teatro Popular no nosso país. Isso nos ajuda a conhecer mais um pouco da nossa cultura popular e tirarmos proveito dela para uma realização profícua do ato de educar.

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- OFICINA DE CONTAÇÃO DE ESTÓRIAS


Contar estórias é um costume milenar que existe entre todos os povos da terra. A recordista mundial desse extraordinário costume foi a jovem Sherazade, que contou para o Sultão, estórias diferentes, durante mil uma noites.
As estórias são criadas  e contadas a partir dos fatos, das lendas e outras criações do inconsciente coletivo, e, da imaginação particular das pessoas. Elas agradam as pessoas de todas as idades e classes sociais. Servem para divertir, encantar, assombrar, e, de acordo com o contexto, podem exercer papel fundamental  no processo educativo como formadoras de opinião para ajudar na mudança comportamental dos atores sociais.
O Mestre Valdeck de Garanhuns, que como muita gente, ouve estória desde pequeno, contadas pelos seus pais e avós, absorveu esse aprendizado para tornar-se um contador de estórias, e, muito mais, um educador, que treina pessoas para a arte de contar estórias.
Nessa oficina, além de fazer esse papel de facilitador para que seu público possa contar estórias com mais facilidade, ele desperta e orienta essa faculdade nas pessoas utilizando como veículo pedagógico, a cultura popular brasileira, através das suas lendas, estórias do inconsciente coletivo, da Literatura de Cordel, etc.
Com metodologia simples e objetivos bem definidos, Valdeck faz com que seu público mergulhe dentro do universo da contação de estórias, para emergir mais brasileiro, mais inspirado e mais preparado para criar e contar estórias.


OBJETIVOS:
- Aprimorar a técnica de contadores de história iniciantes.
- Incentivar a contação com temas brasileiros ( lendas, literatura de cordel, etc..)
- Descobrir e ajudar na formação de novos contadores de histórias.


CONTEÚDO:
- Lendas e mitos do Brasil
- Literatura de cordel
- Música
- Contos, casos, histórias de trancoso, etc...


MÉTODO:
Todo conteúdo será aplicado visando descobrir e incentivar o talento dos novos e aprimorar o talento dos que já contam histórias, usando objetos variados, instrumentos musicais e outros elementos que deverão ser descobertos pelos próprios participantes durante todo o processo.


PÚBLICO:
Pessoas interessadas em contar histórias. As turmas devem ter no máximo dez pessoas.


CARGA HORÁRIA:
Três encontros de quatro horas cada, perfazendo um total de doze horas, incluindo as apresentações.


AVALIAÇÃO:
Através de contação de histórias pelos participantes

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Sítio do Valdeck de Garanhuns - Itapecerica da Serra - SP - Telefone 55 11 4667 6937 - design de Paulinho de Jesus